Resiliência infantil - Desdobramentos paragenéticos e a chegada na Nova Era Consciencial
O conceito de resiliência deriva da física que a define como a capacidade de um corpo se restaurar e retornar ao seu estado basal após ter sido submetido à força compressiva e deformadora de um estímulo externo.
Nota-se que a ocorrência de traumas físicos e psíquicos exercem um profundo efeito na vida do ser humano. Alguns conseguem adotar uma postura resiliente, ao passarem por situações adversas, reesignificando o evento ocorrido sob a forma de aprendizado. Ao passo que, outros, evoluem com uma severa dificuldade de adaptação e enfrentamento quando expostos às mesmas circunstâncias.
Imaginamos que para o adulto o evento estressor, por si só, já é um grande desafio a ser lidado. Aproximando o nosso olhar para as primeiras etapas de desenvolvimento do ser humano, curiosamente nos defrontamos com o seguinte questionamento: O que leva a criança, ainda situada nos primórdios do seu amadurecimento, a aplicar uma postura resiliente diante de um cenário, aparentemente, caótico, à primeira vista?
O desenvolvimento da criança, em especial, no período inicial compreendido entre os 0 aos 7 anos, é marcadamente caracterizado pela imitação dos seus pares. O infante, quando inserido em um contexto familiar harmônico, no qual há o predomínio da cosmoética nas interrelações, absorve para si os conteúdos que são expressos no seu meio. Estudos apontam que crianças resilientes guardam no seu imaginário figuras de afeto positivas que, não necessariamente, estão restritas ao seu ambiente familiar, mas que podem se estender para o círculo das suas relações sociais. Através do mecanismo de identificação com os seus pares, a criança se aproxima de um dado modelo de conduta, imitando-o.
Há de se destacar o motivo pelo qual algumas crianças optam por seguir modelos comportamentais saudáveis e por que, ainda, outras, apesar da experiência de convívio em lar negligente e repressor, decidem praticar atitudes benéficas e, acentuadamente, mais evoluídas.
As ações pró-evolutivas assumidas, desde a infância, deixam claras as correlações existentes com a parageneticidade. A paragenética engloba as memórias holossomáticas expressas no psicossoma e mentalsoma, derivadas da serialidade de múltiplas retrovidas. Neste vasto campo de experiências de vidas pretéritas, mesclam-se elementos da atual ressoma propiciados pelas variáveis genéticas herdadas pelos pais e por influências mesológicas.
A consciência do infante está, portanto, para além de situações restritas à ótica da intrafisicalidade. Graças à acumulabilidade de bagagens evolutivas e o endosso do curso intermissivo, a conscin criança consegue realizar o sobrepairamento diante de eventos potencialmente estressores. O desenvolvimento gradual de aspectos qualitativos da sua intraconsciencialidade vem acompanhado da assunção de autotrafores em tenra idade. Deste modo, antecipa o aprendizado de conteúdos elementares característicos de faixas etárias mais tardias. Por consequência, abre-se o espaço para que efetue a inversão existencial.
No cenário de reurbanização extrafísica do século 21, a expectativa é que, cada vez mais, o plano intrafísico se torne palco de chegada de neointermissivistas. Instaura-se, gradativamente, a Nova Era Consciencial formada pelo movimento pró-evolutivo e exemplarista suscitado por conscins inversoras e reciclantes que atuam, conjuntamente, no atual processo de reeducação de consciências oriundas de ambientes extrafísicos doentios. A estratégia de reurbanização multidimensional favorece, desta maneira, o convívio entre consciências de diferentes níveis evolutivos, servindo ao propósito de alavancagem das reciclagens humanas individuais e grupais.


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